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Cidade
Erebango: alimentação saudável e qualidade de vida desde a infância
Além das refeições, os alunos são acompanhados durante todo o ano por meio de avaliações nutricionais e ações de incentivo à diminuição do consumo de sal e açúcar
Izabel Seehaber/Ascom Prefeitura de Erebango
por  Izabel Seehaber/Ascom Prefeitura de Erebango
31/08/2021 11:29 – atualizado há 2 meses
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O trabalho de Nutrição nas escolas é desenvolvido diariamente em Erebango com a oferta de refeições para todos os alunos. Na Escola de Educação Infantil Vó Alma são disponibilizados café da manhã, almoço e dois lanches à tarde; e na Escola 11 de Abril, há lanche pela manhã e à tarde.

Além disso, são desenvolvidos cardápios para os estudantes que têm alguma necessidade alimentar especial como intolerância ou alguma comorbidade.

A nutricionista e mestranda em Educação, Glaucia Boeno, atua no município desde 2018, onde realiza as atividades na área de alimentação escolar. “Durante o ano eles são acompanhados por meio de avaliações nutricionais e algumas ações de Educação Alimentar e Nutricional”, explica Glaucia, citando que são consideradas as medidas antropométricas (peso, altura, circunferências - cintura, quadril); e a composição corporal (percentual de gordura, de massa magra e de água) individualizada. “Essa etapa é importante para que a escola possa compreender os casos que precisamos ter um cuidado maior, se há alguma situação em que é necessário encaminhamento para o setor de saúde ou uma conversa com os pais”, reforça.

Segundo a nutricionista, outras ações envolvem atividades nas salas, com informações sobre a alimentação, Nutrição e desenvolvimento de práticas mais saudáveis. O intuito é promover a qualidade de vida dos alunos, envolvendo, ainda, a segurança alimentar e cuidados de higiene. “Do mesmo modo, as práticas contribuem para a melhora do processo de ensino-aprendizagem dos alunos e promoção do autocuidado e da autonomia”, pontua.

Organização dos cardápios

A elaboração dos cardápios obedece algumas resoluções e leis que regem o Programa Nacional de Alimentação Escolar, responsável por destinar os recursos, tais como o Guia Alimentar da População Brasileira. O documento preconiza uma alimentação adequada e saudável baseada no consumo de produtos in natura e minimamente processados, limitando o consumo de itens processados e evitando os ultraprocessados. 

“Primeiramente é elaborado um cardápio equilibrado em macro e micronutrientes, sempre priorizando frutas, legumes, verduras e outros itens, de acordo com as necessidades nutricionais de cada faixa etária e o número de refeições oferecidas. Também é feito um cálculo específico para obter esses dados, adequando a cada situação”, salienta Glaucia.

Agricultura Familiar

O município de Erebango também está adequado segundo a nova resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) que trata do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e orienta para a ampliação ainda mais expressiva do consumo de frutas, legumes e verduras, além da diminuição dos industrializados. “Outro fator que colabora nesse trabalho é a parceria com a Agricultura Familiar (priorizamos a aquisição de produtos da região, utilizando mais do que o percentual de 30% que são obrigatórios, chegando até 60% dos recursos para a Agricultura Familiar)”, destaca a nutricionista.

Menos sal e açúcar

Nas escolas, ao mesmo tempo, diariamente é incentivada a diminuição do consumo de sódio e açúcar, um trabalho considerado desafiador e de extrema importância. “Contempla muitas orientações às merendeiras sobre a necessidade de reduzir o açúcar adicionado e acostumar o paladar dos alunos com cada vez menos sal e açúcar adicionado, pois tudo isso irá refletir para eles no futuro”, enfatiza.

Em prol de um futuro mais saudável

Na avaliação de Glaucia, o principal aspecto positivo em trabalhar na educação é a oportunidade de transformar essas gerações que podem ter um futuro mais saudável, dependendo das ações de hoje. “É uma oportunidade muito expressiva, gratificante, além do fato de trabalhar com a oferta de produtos para alguns alunos que são mais carentes, que, por vezes, têm somente aquelas refeições no dia”, relata.

Entre os desafios, o que mais exige atenção redobrada é o apelo quanto aos produtos industrializados, principalmente para as crianças, área em que há muitos itens atrativos, com sabores mais artificiais. “Eles tentam convencer por propaganda ou praticidade e tentamos fazer o máximo para se tornar mais atrativos que esses itens. É um desafio constante”, afirma.

Reflexos das ações

Em contrapartida, acompanhar os avanços nessa formação de bons hábitos, é algo especial e recompensador. “No momento em que alunos na educação infantil experimentam um alimento novo, por exemplo, e aprendem sobre os novos sabores e texturas, aos poucos vão inserindo alimentos mais saudáveis do dia a dia. À longo prazo poderemos observar o reflexo desse trabalho com a diminuição do sobrepeso e obesidade quando eles forem adultos”, acrescenta.

Suporte oferecido pelo poder público

A Prefeitura fornece todo o suporte para desenvolver as atividades da Nutrição. Para a aquisição dos alimentos há um recurso federal mas o valor não é alto e sempre há contrapartida do governo municipal, a qual que gira em torno de 60%. “Se não tivéssemos esse aporte, não teríamos como oferecer uma alimentação adequada. Além disso, há trabalhos que desenvolvemos entre a Educação e Saúde, por meio da adesão em programas do governo federal, como o ‘Saúde na Escola’, ‘Crescer saudável’ e ‘NutriSUS’. Eles abrangem a vigilância nutricional, a promoção da alimentação saudável, o incentivo de práticas corporais e atividades físicas - ações voltadas à oferta de cuidados às crianças que apresentem obesidade”, cita a nutricionista.

Pelo NutriSUS é possível também potencializar o pleno desenvolvimento infantil com a prevenção e controle da anemia.

Na Escola 11 de Abril são oferecidas aproximadamente 4 mil refeições mensais e na Escola Vó Alma, mais de 4.800.

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