Receba as notícias mais importantes do dia no WhatsApp. Receba de graça as notícias mais importantes do dia no seu WhatsApp.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Ciência
China tem plano de enviar 23 foguetes para desviar asteroide
Pesquisadores estimam que há 1% de chance de uma rocha de 100 metros de largura atingir a Terra nos próximos cem anos.
R7
por  R7
08/07/2021 21:18 – atualizado há 5 meses
Continua depois da publicidadePublicidade

Pesquisadores chineses querem enviar mais de 23 dos maiores foguetes da China para desviar um asteróide gigante que estaria em rota de colisão com a Terra.

A ideia é mais do que ficção científica. Em algum momento entre o final de 2021 e o início de 2022, os Estados Unidos lançarão uma espaçonave robótica para interceptar dois asteroides relativamente próximos da Terra.

As simulações foram feitas com o asteroide Bennu, que está orbitando o Sol NASA

Quando ele chegar, um ano depois, a espaçonave da NASA fará um pouso forçado no menor dos dois corpos rochosos para ver o quanto a trajetória do asteroide muda. Será a primeira tentativa da humanidade de mudar o curso de um corpo celeste.

No Centro Nacional de Ciências Espaciais da China, os pesquisadores descobriram em simulações que 23 foguetes Longa Marcha 5 agindo simultaneamente poderiam desviar um grande asteroide de seu caminho original por uma distância de 1,4 vezes o raio da Terra.

Seus cálculos são baseados em um asteroide chamado Bennu, orbitando o sol, que é tão largo quanto alto o Empire State Building. Ele pertence a uma classe de rochas com potencial para causar danos regionais ou continentais. Asteroides medindo mais de 1 km teriam consequências globais.

A China lançou com sucesso seis foguetes Longa Marcha 5 desde 2016, com o último causando algumas preocupações de segurança, uma vez que seus remanescentes voltaram para a atmosfera terrestre em maio deste ano.

"A proposta de manter o compartimento superior do foguete de lançamento para uma espaçonave guiadora, criando um grande impactador cinético para desviar um asteroide me parece um conceito bastante bom", disse o professor Alan Fitzsimmons, do centro de pesquisa em astrofísica da Queen's University em Belfast, na Irlanda do Norte.

"Ao aumentar a massa que atinge o asteroide, a física simples deve garantir um efeito muito maior", completou Fitzsimmons.

As estimativas atuais mostram que há cerca de 1% de chance de um asteroide de 100 metros de largura atingir a Terra nos próximos 100 anos, disse o professor Gareth Collins, do Imperial College London.

"Algo do tamanho da colisão de Bennu é cerca de 10 vezes menos provável", ressalta Collins. Alterar o caminho de um asteroide apresenta um risco menor do que explodir a rocha com explosivos nucleares, que podem criar fragmentos menores sem alterar seu curso, dizem os cientistas.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
você pode gostar...